Girl Power

Pussycat é o caralho

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Você toparia se reunir com suas antigas amigas e cantar músicas como “Se você quer ser meu amante, você tem que se dar com meus amigos”? Pois bem, Melanie Chisholm, Geri Halliwell, Emma Bunton, Melanie Brown, e Victoria Beckham toparam. 

Na década de noventa surge o novo grupo musical composto por mulheres, sim, apenas mulheres, através de um concurso, tipo daqueles Popstar (lembra?), promovido por uma revista britânica, a The Stage. Chamava-se Touch, e era uma aposta do empresário Bob Herbert para um cenário musical, até então dominado por boys bands. Mas pouquíssimo tempo depois, uma das integrantes do grupo teve de abandoná-lo devido a uma grave doença de sua mãe. Assim, Michelle Stephenson abandona o grupo, deixando-o desfalcado. Indicado por Victoria Adams e por uma professora de canto do concurso, Emma Bunton integra-se ao quarteto. Até aí, tudo bem certo? Errado 

Os empresários e produtores dominavam o grupo. Imagine só podar cinco garotas que estão ebulindo de idéias e inspirações. As meninas abandonaram o empresário e foram morar juntas em um subúrbio de Londres. Decidiram que Touch deveria se chamar Spice, por ser mais ousado e feminino. Mas por questões de direitos autorais, acrescentaram o Girls. Escreveram músicas, coreografaram danças, tudo sozinhas, e corriam atrás de espaço para apresentar seu trabalho. Era uma por todas e todas por uma.  

Foram descobertas, finalmente, por Simon Fuller, um cara de grandes contatos na época e chefe de uma agencia famosa. Logo conseguiram um contrato com a gravadora Virgin. Depois disto, lançaram seu primeiro single, Wannabe, que foi um estouro. Para se ter uma idéia, ele era reprisado setenta vezes (sim, 70) por semana no canal The Box, principal concorrente da MTV na Europa, tornando-se o maior hit da gravadora dos últimos treze anos.  As meninas venderam tanto que foram parar no Guinness Book, sendo comparadas aos Beatles. Dai em diante, foram recordes atrás de recordes. Ganharam dezenas de prêmios, todos os singles já iniciavam em primeira colocação nos charts europeus, e por lá ficavam semanas. As Spice surpreenderam os críticos ao alcançar o inédito rank de três singles natalinos consecutivos em primeiro lugar nas paradas. 

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Eram ícones de moda, referência no mundo inteiro. Seus looks inspirados em drags, com vestidos tubos, coloridos, vestimentas em latéx, saltos plataformas, ganharam o foco de vários estilistas e fashionistas. Elas simplesmente e literalmente, dominavam o planeta. Mas como nem tudo são flores… 

O Fim 

Geri resolveu sair do grupo, assim, de uma hora para a outra, sem maiores explicações. Segundo ela, precisava pensar mais singularmente. Mas a verdade é que Geri e as outras Spice não estavam mais se dando muito bem. Evidente, personalidades fortes, hormônios femininos, dinheiro e TPM é uma mistura mortal. O segundo cd, SpiceWorld, não vendeu tão bem quanto o primeiro, Spice, e boatos sugerem que o grupo culpava Geri pelo fracasso, uma vez que ela se tornou empresário do grupo nesse segundo momento, com a saída de Fuller. Entre uma polêmica e outra, o grupo, desfalcado, começou a desmoronar. Alguns singles ainda vingaram, principalmente Goodbye My Friend, uma homenagem à Ginger (e uma das músicas que eu mais gosto). Viva Forever, um outro single que também alavancou o quarteto, foi cantado até em um dueto com Pavarotti (poderosas não?) 

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O novo álbum, Forever, que trouxe à mídia o single Holler e Let The Love Lead the Way foi um fracasso comparado aos outros dois. Estava fadado o término do grupo. Vic casou, Mel B engravidou, entre outras coisas e o grupo se desfez. Triste? Não. O que realmente é triste são as carreiras, ou tentativa delas, solo.  

Os Solos 

Ginger Spice lançou seu álbum Schizophonic, com uma levada bem Spice: um pop grudento. Mi Chico Latino é terrível, mistura espanhol com inglês bem pobremente. O clipe é apelativo, com homens sem camisa e performances na água. Lift Me Up agrada um pouco mais, com uma mensagem de amizade, bem simpático, mas também nada que a torne uma diva, jamais. Depois, o álbum Scream if you wanna go faster marcou o fim de sua carreira. A regravação de It’s Rainning Man é uma vergonha, e a música titulo do cd é uma porcaria, sem pé nem cabeça. Puro marketing barato na tentativa de um som auto-ajuda.  

Scary Spice se meteu em um caso com Eddi Murphy (coragem) e diz: toma que o filho é seu. Vida pessoal a parte, seus dois cds, Hot e LA State of Mind não repercutiram muito bem. Eu nem sei como ela conseguiu o segundo cd (talvez pelos seus mais quinze minutos de fama definhados pela polêmica com o ator). O único single de destaque é Feels So Good, onde ela está triunfante no clipe, não se abatendo nem pela traição do seu namorado.  

Sporty Spice talvez seja a única com um talento para a música. Certamente, é a que possui mais atitude de todas e não tem medo de expressar suas opiniões, mesmo que ela não agrade muito o governo. Seu primeiro single, Goin’ Down, não foi muito bem aceito pelo público, que reprovou seu novo visual (algo Cássia Eller) e dos palavrões cantados. Os álbuns Northern Star e Reason, os primeiros, foram muito bem criticados. Mel C se mostrou madura, com uma voz firme, divina!  

Posh Spice é um caso a parte. Sua voz não era o que a mantinha nos grupo, definitivamente. Aliás, que voz? Vejam o clipe Not Such an Innocent Girl e me digam se há alguma coisa que não seja efeito computadorizado. Beleza e estilo incontestáveis, mas o resto…

Baby Spice, enfim, a minha favorita. A loirinha, a mais meiga e com a voz mais doce decolou em sua carreira solo. Aqui no Brasil, sua música What Took You So Long ficou semanas no Disk MTV. Take My Breath Away também marcou presença durante semanas nas paradas do mundo inteiro, ambas do cd A Girl Like Me. Seu segundo álbum, Free Me, fincou sua presença eterna no cenário musical. Das onze canções presentes no álbum somente uma não pertence à autoria de Emma. A sonoridade retrô investe nos elementos sessentistas, com arranjos surpreendentes, violinos, bossa nova e um toque de samba, leva o álbum ao Top10 da Inglaterra, com destaques para o hit Maybe, I´ll be there e a regravação do clássico de 68, a canção de Marcos Valle, Crickets sing for Anamaria. Baby mistura bossa nova e pop. Certamente Emma é uma reconstrução de Brigitte Bardot 

A Volta 

Retomando o primeiro parágrafo, as meninas resolveram se unir novamente. Mas convenhamos que elas não são tão joviais como antigamente, e que, as canções são um pouco infantis demais para mulheres como elas cantarem por ai. Ainda mais que, nada de novo será apresentado, apenas um remake das antigas músicas em um tour duvidoso. Talvez a fórmula, que anteriormente, fez tanto sucesso não funcione mais. A não ser que elas se reinventem, criem um estilo mais maduro, músicas mais densas e com conteúdo. Que pelo amor de Deus, não regridam como a Avril Lavigne.  

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Apesar de que, se Pussycat Dolls fazem sucesso extraordinário, em um grupo de seis, onde uma canta, porque Spice Girls não podem re-estourar?  O marketing está grande, até Donatella se mobilizou e se candidatou a vestir as garotas durante a tour (imagina só, Donatella se candidatando a algo). Por favor Spices, esqueçam as diferenças, concentrem-se verdadeiramente em fazer um bom show, em cantar corretamente e agradar aos fãs. Esqueçam-se, por um minuto, do glamour que um grupo feminino representa. Vocês são cantoras, não atrizes. A receita está em suas mãos, basta apimentá-las!! 

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Spice Up Your Life e bjsmeliga

~ por andyrockafella em Agosto 8, 2007.

4 Respostas to “Girl Power”

  1. pussy cat dolls eh um grupo de pagode….so q pop!
    hsahuhua
    vai dizer q nao lembra?
    um canta e os outros fingem atras fazendo passinhos?!?!?
    hauhauahua

    anyway.. every boy and every girl, spice up you’re life!

  2. Gostei do seu texto. Boas fotos, pegada leve, gostoso de ler, divertido, mas EXTREMAMENTE parcial. Tudo bem, se essa era a intenção. Pq, vamos combinar: Baby Spice estourou? Só se for na sua cabeça!!!! rs
    E vc cagou ao narrar a carreira da Sport Spice e esqueceu-se de citar o clipe delicioso de Look at me, da Geri.

    Enfim, falando delas, acho que a volta não cola mais como antes, mas de qualquer forma, quero ver com certeza pois me lembra ótimos momentos.

    abs

  3. eu amava spice…inclusive dançava os 2 cds o dia todo e encarnava a Mel B…branca na aparencia, mas negra an esencia com mtooo orgulho…!
    enfim…
    sinceramente nunca achei que elas cantavam bem..tanto que a maioria dos shows delas eram playback!
    sempre odiei a Victoria….parecia uam zumbi que só fazia poses com akele dedinho indicador apontando para frente e olhar de mal…me diga como isso é casada com o Beckham…

    depois que eu vi o filme eu fiquei com nojo da Emma…ela dá a impressão que não toma banho…huahuahauua

    o momento spice pra mim já se foi…o medo de ficar na lembrança doí…é igual a volta dos backstreet boys…por mais que eu era viciada neles, hoje eles ( back e spice) não cabem mais.

    os fãs, a maior parte deles, já estao velhos…com outros planos…os jovens de hj querem outras coisas…

    mas é ótimo relembrar e revivever o passado…akela sensação nostálgica…

    gato tu manda bem..terá um futuro excepcional no mundo jornalistico…sabes disso né?

    beijão

  4. Nossa!
    Gostava de Spice!
    E de BSB continuo gostando, contrariando um pouco a opinião da Má! rs
    Seu blog está show!
    Passa no meu? Please?!
    Bjks!

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